O Jan Levi não tinha imagens que faziam jus à experiência que oferece. Os pratos, ricos em sabor e cuidado, eram mal representados por fotos que não despertavam desejo. O Instagram se perdia em um mar genérico, sem consistência visual, sem identidade, sem emoção.
No impresso, o cardápio era apenas uma lista, pratos empilhados. Faltava estratégia, narrativa, ritmo visual. Nenhuma engenharia de cardápio. Nenhuma presença da marca. Era como se o sabor estivesse ali, mas sem convite à primeira mordida.
A composição apresenta uma hierarquia visual discreta, que conduz o olhar com naturalidade, reforçando a ideia de uma marca que não impõe, apenas convida. O uso sutil do itálico confere destaque com leveza, adicionando uma camada sensorial à tipografia e estabelecendo um ritmo visual que respira. Já o ícone em forma de hexágono, discreto e familiar dentro do ambiente Jan Levi, atua como uma assinatura visual elegante e como ponte simbólica entre o espaço físico e o universo gráfico da marca. A ausência de excessos valoriza o espaço em branco, dando uma sensação de equilibrio e sutileza as artes.